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Marmorista, Aprenda a interpretar um balanço patrimonial corretamente.

O Balanço Patrimonial, ou BP, é uma das principais obrigações de uma empresa e tem como objetivo retratar a sua situação financeira em uma determinada data, tanto de forma quantitativa, quanto de forma qualitativa.

Todas as informações contidas no Balanço Patrimonial servem para que administradores, auditores e demais pessoas interessadas saibam exatamente como anda a saúde econômica e financeira da empresa e também quais são os bens, direitos e obrigações que fazem parte da complexa equação do seu patrimônio. Através das informações contidas no Balanço Patrimonial, é possível que investidores estudem a viabilidade de seus investimentos e optem por aplicar suas finanças em determinada empresa.

Acompanhe as nossas dicas para saber a forma correta de ler um balanço patrimonial, compreendendo todos os seus aspectos de forma clara e acertada.

Saiba quais são os elementos de um balanço patrimonial

Os elementos de um Balanço Patrimonial devem estar na ponta da língua para que ele seja elaborado e interpretado da forma correta. O BP é formado pelo ativo, passivo e pelo patrimônio líquido da sociedade, os quais estão localizados em espaços dedicados exclusivamente às suas informações, como será explicado a seguir.

Entenda a sua estrutura

O BP apresenta uma estrutura bem simples, composta de duas colunas, sendo que em cada uma delas deve constar um tipo de informação específica. Na coluna do lado esquerdo encontram-se as informações do Ativo com suas respectivas especificações quantitativas e qualitativas. O Ativo representa o conjunto de bens, direitos, valores, créditos ou qualquer outro montante que forma o patrimônio da empresa.

Já do lado direito do Balanço ficam as informações do Passivo, representado pelas obrigações contraídas pela sociedade, as quais são classificadas de acordo com a sua natureza e sua quantificação monetária. Junto do Passivo encontram-se as contas do Patrimônio Líquido, como as contas de capital, avaliação patrimonial e reserva de lucros.

A estrutura do Balanço Patrimonial segue estritamente as regras gerais de contabilidade, mas a sua padronização pode ser feita de forma especial, conforme a natureza da pessoa jurídica e a sua respectiva regulamentação.

Análise do aspecto financeiro

Para efetuar uma boa análise de todos os elementos do Balanço Patrimonial, é importante observar dois pontos relacionados ao seu aspecto financeiro: a liquidez e a solvência. O primeiro representa a efetiva capacidade que a empresa possui de quitar suas dívidas, ou seja, de cumprir seus compromissos com terceiros. Já o segundo possibilita averiguar a situação da empresa a médio e longo prazo como, por exemplo, se há possibilidade da empresa, no futuro, ir à falência.

Análise do aspecto econômico

A análise do ponto de vista econômico divide-se entre: rentabilidade, produtividade e rotatividade.

A capacidade da sociedade de oferecer um retorno do capital inicialmente investido, ou seja, de gerar lucros, é avaliada através do critério da Rentabilidade. Já a produção de receitas da sociedade através de seus ativos, como no caso de produção de bens e sua respectiva venda, entra na análise do critério da Produtividade. Por fim, o critério da Rotatividade avalia a capacidade da rotação dos elementos patrimoniais da sociedade, como no caso dos itens de estoque ou das contas a pagar e a receber, o que impacta diretamente na rentabilidade da empresa.

Essas são apenas algumas dicas importantes para que a análise de um balanço patrimonial seja feita sem maiores complicações. É indispensável que o profissional da área saiba os conceitos e os métodos analíticos das obrigações da sociedade. Além disso, a utilização de um sistema padronizado capaz de organizar a vida financeira da empresa e adequar a inserção das informações corretas nos demonstrativos financeiros é de grande importância para evitar possíveis erros e incorreções.

Fonte: Blog Sage

 
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Publicado por em dezembro 2, 2015 em Noticias

 

A diferença entre Juros Sobre Capital Próprio e Dividendos

Este artigo explica um pouco sobre as possíveis estratégias empresariais para a bonificação dos sócios com fins de planejamento tributário

Dividendos

Dividendo é a parte dos lucros de uma empresa atribuída aos acionistas. Quando uma empresa tem lucro, a Alta Administração, em decisão tomada com base no planejamento estratégico e operacional pode optar por investir este valor auferido após a conclusão de um exercício social e ajustado com base nas reversões e destinações para a composição de reservas obrigatórias e demais constituídas por conveniência para garantir a alavancagem operacional e constituição de um maior conjunto de ativos visando a elevação da capacidade produtiva industrial, ou mesmo optar por pagar a parcela em forma de dividendos aos acionistas proprietários de ações preferenciais e ordinárias, de acordo com a característica e o tratamento dado a cada tipo de papel. A maioria das empresas estáveis opta por um meio termo entre reinvestir uma percentagem desse saldo e pagar o valor restante como dividendos, o que poderá acontecer na forma de dinheiro ou de mais ações.

Os dividendos podem compensar o preço de uma ação que não esteja sendo muito movimentada, atribuindo aos acionistas um rendimento. Veja que muitos dos investidores existentes no mercado de ações compram os papéis de algumas empresas visando pura e simplesmente receber dividendos. Na maioria das vezes são os papéis das empresas denominadas como ações “blue chips”. Porém, em virtude da característica peculiar dessas empresas, é necessário ao investidor um estudo longo a fim de que os seus interesses não sejam frustrados em relação aos interesses refletidos na Governança Corporativa que rege essas grandes empresas. As empresas consideradas de ‘elevado crescimento’ não oferecem habitualmente dividendos visto que, em muitos casos, estas reinvestem os lucros auferidos para suportar o crescimento e a expansão do negócio. Parece fácil, mas é difícil! Eis aí uma decisão difícil de ser tomada e que você provavelmente já escutou algum empresário comentando sobre a dificuldade dessa decisão.  A recompensa para os acionistas neste caso de reinvestimento, é um aumento esperado do preço por ação e um possível ganho no caso de venda de ações no mercado secundário ou mesmo na emissão de novos papéis no mercado.

Juros sobre capital próprio – JCP

Se você pensa como eu, você também considera essa expressão difícil de se entender, uma vez que já existe a figura de dividendos e que a figura dos juros é um retorno sobre algum investimento ou aporte financeiro realizado em algum ativo. Ora, mas como receber juros sobre o próprio capital investido numa empresa? Seria, dessa forma, um empréstimo que uma empresa tomaria com o seu acionista? Bom, em tese, essa ideia do empréstimo é totalmente verdadeira, mas na sua essência, e não no seu tratamento contábil, uma vez, que os empréstimos tomados por qualquer empresa, denominados como exigíveis, são reconhecidos no ativo circulante ou no ativo não circulante, em conta específica de passivo de longo prazo, enquanto que o capital não exigível é reconhecido no Patrimônio Líquido na figura de Capital Social.

Juros Sobre Capital Próprio, antes de tudo, é uma estratégia adotada por uma empresa em virtude de um planejamento tributário. Se trata então da remuneração que tem característica similar à remuneração na fórmula de dividendos, porém com algumas diferenças as duas modalidades. Mas deixemos essa explicação para a próxima sessão. Afinal de contas, tenho que preencher todos os títulos que desenhei para este artigo.

Diferença entre os dois conceitos práticos no planejamento tributário

Ora, se os dois conceitos são tão parecidos, porque da existência dos dois? Acontece que no mundo empresarial, existe uma série de práticas voltadas para a elevação do lucro de uma empresa com fins lucrativos. Uma dessas práticas é reconhecida pela criatividade e pelo profundo conhecimento do conjunto de leis que regem a engrenagem do corporativismo. Estou me referindo ao planejamento tributário e as suas milagrosas saídas para a redução de pagamentos tributários decorrentes da antecipação de qualquer fato gerador de tributos, afinal de contas, se considerarmos ao pé da letra a palavra planejamento, ela remete mesmo à prevenção e não detecção. Cabe sempre registrar esse comentário, afinal de contas há um abismo que diferencia elisão fiscal de evasão fiscal.

Já que conceitualmente as duas modalidades de remuneração aos acionistas são equânimes, o que as diferencia é algo maior que justifica a escolha entre as duas: o tratamento tributário dado à cada modalidade.

O pagamento de Juros sobre o Capital Próprio possui uma questão assaz importante que diferencia as duas modalidades: o cálculo e registro contábil a ser considerado antes do LAIR – Lucro Antes do Imposto de Renda. Ocorre que, diante do registro da distribuição sobre a forma de juros sobre o capital próprio, as empresas passam a deduzir o seu lucro incidente à tributação do imposto de renda e da contribuição social e esse ônus passa a ser do acionista com tais tributações sendo realizadas na fonte. Ou seja, é benéfica para a empresa e maléfica ao acionista. Tal decisão é tomada em assembleia geral.  E, segundo a lei que regulamenta o imposto sobre a renda das pessoas jurídicas (Lei nº 9.249/1995), a remuneração em forma de dividendos é um ônus da empresa e não do acionista, uma vez que a apuração dos dividendos é realizada após a apuração do lucro ajustado, enquanto que a JCP é antes do lucro ajustado.

Portanto, fica claro aqui que, caso uma empresa queira ter algum benefício ou ganho tributário decorrente da obrigatoriedade de exercer adistribuição de lucros ou dividendos, será com a opção pelo pagamento de Juros Sobre o Capital Próprio, e não pela distribuição de dividendos, além de várias outras possibilidades apreciadas em matérias de planejamento tributário. Claro que essa decisão não é arbitrária, mas sim consensual entre os Conselhos da empresa e dos acionistas que têm poder de influência na gestão de uma organização.

 
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Publicado por em setembro 24, 2015 em Noticias

 

Perfeccionismo: Este Mal Ainda Pode Acabar com Você

Perfecccionista: “Aquele que se incomoda em complicar o descomplicado, e em dificultar o que é simples”.

Diz um ditado que o perfeito é inimigo do ótimo. É uma frase sem sentido para o perfeccionista, que procura sempre a perfeição em tudo. Eternamente exigente consigo mesmo e com os outros, não consegue perceber que a perfeição é desejável, mas raramente necessária. É mestre em envolver-se com detalhes, muitos dos quais, de pouca importância; é capaz de ver um grão de pó numa xícara, e não notar um elefante caminhando ao seu lado, por estar excessivamente concentrado em limpar o minúsculo pó do utensílio.

Claro que um certo grau de perfeccionismo não só é desejável como necessário, para não cair no extremo oposto do relaxamento negligente. Entretanto, é preciso bom senso e autodisciplina para não ultrapassar os limites da coerência. O perfeccionista é reconhecido por seu comportamento de busca compulsiva pela perfeição a todo instante e a qualquer custo, mesmo que isto signifique trazer problemas e dificuldades  aos que estão a sua volta.

Se você:

– Acha que o seu modo de trabalhar é sempre o melhor jeito de fazer as coisas.

– Controla cada detalhe do seu departamento ou setor.

– Examina detalhadamente cada item antes de liberar o trabalho.

– Tem coisas que só você, e ninguém mais, sabe fazer em seu setor.

– É sempre muito exigente com os outros e com você mesmo.

– Faz questão de que tudo saia sempre na máxima perfeição.

– Revê sistematicamente o trabalho de seus subordinados ou colegas para ter certeza de que nada saia errado.

– Implica com coisas mínimas porque saíram de modo diferente do que você queria.

– Dedica muito tempo a corrigir falhas de pouca importância.

Se você respondeu SIM a duas ou mais das situações acima, então você é um perfeccionista convicto, receita garantida de improdutividade, demoras, atrasos, retrabalho constante e muita (muita mesmo) irritação – sua e de quem convive com você -, seja no trabalho ou em casa.

Além do mais, se você é exigente e complicado nas pequenas coisas provavelmente também tem um comportamento complicado em todas as outras. Se for assim, é candidato a ganhar a medalha de latão, pois além de perfeccionista é, provavelmente, pouco produtivo.

Dicas para livrar-se ou, pelo menos, diminuir o perfeccionismo

– Em vez da perfeição, contente-se com o ótimo, e às vezes, até mesmo o bom já é suficiente.

– Não perca tempo corrigindo falhas sem importância, ou que sejam insignificantes no contexto geral.

– Policie-se para não ficar “pegando no pé” dos outros por coisas sem importância.

– Reconheça que nem todos tem o seu padrão de exigência e perfeccionismo, e não os cobre por isso.

– Aceite trabalhos e tarefas dos outros que estejam no nível bom, dentro dos

padrões requeridos pela empresa, mesmo que não estejam dentro do seu alto padrão de exigência.

– Permita com que as pessoas executem tarefas e atividades do seu próprio jeito (não precisa ser sempre da sua maneira), desde que atinjam os mesmos resultados em termos de quantidade, qualidade, prazos etc.

– Procure ser mais flexível e tolerante com eventuais erros seus e dos outros no trabalho e, em vez de irritar-se, corrija rapidamente a falha sem fazer disso um drama.

– Aceite as diferenças de estilo e de ritmo de trabalho seus, e os das demais pessoas com quem você convive ou trabalha.

– Procure ter senso de proporção, e trabalhe com rapidez sempre em cima das prioridades estabelecidas.

– Policie-se para não se deixar levar por detalhes e pormenores irrelevantes que tomam tempo e pouco pesam no contexto geral.

Lembre-se, a busca da perfeição custa tempo, dinheiro e esforço (com muito retrabalho) que não compensam, pois o custo-benefício quase nunca justifica tanto empenho.  Aprenda a contentar-se com o bom, na maioria dos casos.

Aquilo em que você focaliza sua atenção tenderá a expandir-se. Focalize nas picuinhas e pormenores e terá mais disso. Focalize sua atenção nas soluções e procedimentos eficazes e terá mais disso, isto é, seu trabalho se expandirá cada vez mais, e de forma produtiva.

Texto extraído e condensado do livro “Quem Roubou o meu Tempo? de Ernesto Artur Berg, Juruá Editora. Para maiores detalhes sobre o livro acesse http://www.quebrandobarreiras.com.br seção de LIVROS.

Ernesto Berg

Consultor de empresas, palestrante, articulista, autor de 14 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão,administração de conflitos.  Graduado em Administração e Sociologia, Pós-graduado em Administração pela FVG de Brasília. Foi executivo do Serpro em Curitiba e Brasília por 10 anos e Consultor Senior da Alexander Produfoot Company de São Paulo. É sócio-proprietário da Berg & Cia. empresa voltada para treinamento e desenvolvimento de recursos humanos.

Editor do site http://www.quebrandobarreiras.com.br  voltado para a área de recursos humanos, administração e negócios.

Email: berg@quebrandobarreiras.com.br  

 
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Publicado por em setembro 24, 2015 em Noticias

 

Contabilidade tributária: tudo o que você precisa saber

Seja qual for o porte e o segmento de um empreendimento, toda empresa tem uma coisa em comum: a necessidade de conhecer qual a modalidade de tributação em que está inserida — se é Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional — já que é a partir daí que é feito o balanço financeiro e ela saberá quanto de imposto terá que pagar. Essa informação é fornecida através da Contabilidade Tributária, também conhecida como Contabilidade Fiscal. Para que uma empresa tenha longevidade de atuação, é importante que um bom contador fiscal (tributário) tenha conhecimento suficiente sobre tributos e regulamentos, amparando as decisões da empresa na hora de pagar impostos e ficar em dia com a legislação.

Conceito de Contabilidade Tributária

Assim como Economia e Administração, a Contabilidade também está enquadrada como uma ciência social. A Contabilidade Tributária faz parte da Contabilidade e trabalha na administração de tributos de uma empresa. Seu conceito se estende a um conjunto de ações e procedimentos que visam apurar e conciliar a geração de tributos. É através da análise regular que profissionais da área de ContabilidadeTributária poderão elaborar o balanço financeiro e saber o quanto de impostos a empresa tem que pagar.

É importante deixar bem claro que o conceito de Contabilidade Tributária vai além da organização dos tributos e seu objetivo se estende à manutenção da viabilidade do negócio, uma vez que, se qualquer erro for cometido na tributação, o valor dos impostos pode custar muito caro para a empresa — principalmente na atual crise que o país se encontra.

O profissional de Contabilidade Tributária

O pagamento de impostos e tributos é uma rotina de obrigatoriedade que faz parte do dia a dia de muitas empresas. Para mantê-la funcionando na regularidade, é importante que a empresa mantenha organizada sua Contabilidade, bem como seu saldo de contas. Muito além de apenas lançar informações no sistema, o profissional responsável pela área fiscal precisa ter em mente que é necessário conferir e conciliar os saldos, o que requer conhecimento para compor um balanço contábil correto e bem estruturado.

Com as informações da Contabilidade, a tributação passa a ser mais justa, evitando riscos que coloquem a empresa pagando um alto valor sem a real necessidade, o que pode afetar diretamente os lucros e diminuir a viabilidade do negócio.

Importância da Contabilidade Tributária

Muitas empresas não conseguem sobreviver ao primeiro ano de funcionamento, simplesmente por não entenderem bem em qual regime fiscal se encaixam e não levantarem corretamente seus tributos. Essa problemática coloca os negócios numa situação menos favorável diante dos concorrentes.

O ideal é realizar um bom planejamento tributário com profissionais de contabilidade qualificados, uma vez que erros dessa natureza podem gerar graves problemas com o Fisco e representarem a inoperância da empresa no mercado.

Fonte: Sage

 
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Publicado por em setembro 24, 2015 em Noticias

 

O real foi a segundo moeda do mundo que mais desvalorizou em relação ao dólar

real foi a segundo moeda do mundo que mais desvalorizou em relação ao dólar nos últimos 12 meses, de acordo com Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da TOV Corretora.

Em primeiro lugar no ranking está o rublo da Rússia, com 72% de desvalorização, seguida do nosso real, com 67%.

A lista tem mais três emergentes – Colômbia (desvalorização de 51%), Turquia (-34%) e Malásia (-32%) – até que apareçam as economias avançadas de Noruega (-29%) e Nova Zelândia (-28%).

Por um lado, há um fortalecimento generalizado do dólar no mundo – ciclo que ainda deve durar e está relacionado com uma divergência fundamental entre a política monetária dos Estados Unidos e do resto do mundo.

País Desvalorização da moeda em relação a dólar
Rússia 72,37%
Brasil 67,29%
Colômbia 51,48%
Turquia 34,15%
Malásia 32,03%
Noruega 29,16%
Nova Zelândia 28,87%
México 25,98%
Austrália 25,08%
África do Sul 21,63%

Os mercados já vem se antecipando ao que será o primeiro aumento de juros do Federal Reserve desde a crise financeira. A alta que não veio em setembro deve ocorrer em outubro, dezembro ou até mesmo 2016 (os analistas divergem).

Por outro lado, a desvalorização na Rússia e no Brasil são motivadas principalmente por turbulências internas. No caso dos russos, o problema é a queda do preço do petróleo e as sanções internacionais em vigor por causa da disputa territorial com a Ucrânia.

No nosso caso, o problema é que as crises política e econômica se retroalimentam e está ficando cada vez mais difícil vislumbrar uma solução fiscal e a volta do crescimento.

“A situação vai caminhando dentro do que se poderia esperar de pior. A queda do nível de atividade está se intensificando, as expectativas em relação ao futuro retardam as decisões de gastos das famílias e das empresas, a queda da atividade piora a arrecadação do governo, essa queda da arrecadação amplia o déficit público e isso piora as expectativas. É um poço sem fundo”, diz Pedro Paulo.

Divulgado hoje, o último Boletim Focus, levantamento do Banco Central com previsões de economistas, prevê dólar a R$ 4 em 2016, ante previsão de 3,80 reais na pesquisa da semana passada.

Nesta segunda-feira, o dólar chegou próximo de R$ 4 e fechou em R$ 3,9970 – maior valor desde 10 de outubro de 2002.

Fonte: Exame.com

 
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Publicado por em setembro 24, 2015 em Noticias

 

Saiba como recuperar créditos tributários de PIS e COFINS

Saiba como recuperar créditos tributários de PIS e COFINS quando a empresa tiver considerado como tributável as “receitas sujeitas à alíquota zero”

De acordo com a legislação fiscal vigente, as receitas auferidas pelas pessoas jurídicas que estejam sujeitas à alíquota zero da contribuição para PIS e COFINS, não serão tributadas sobre tais contribuições. No caso, se uma empresa revendedora adquirir determinada mercadoria sobre a qual o fornecedor não pagou PIS e COFINS em função de ser alíquota zero, a empresa adquirente não poderá se creditar de PIS eCOFINS na aquisição. Contudo, no trabalho de Revisão Tributária busca-se identificar situações em que a empresa tenha, de forma indevida, tributado uma receita que na verdade seria sujeita à alíquota zero.

Temos alguns exemplos de receitas sujeitas à alíquota zero: I- Gás natural canalizado, destinado à produção de energia elétrica pelas usinas integrantes do Programa Prioritário de Termoeletricidade, nos termos e condições estabelecidos em ato conjunto dos Ministros de Estado de Minas Energia e da Fazenda (art. 1º da Lei nº 10.312, de 27 de novembro de 2001); II – carvão mineral destinado à geração de energia elétrica (art. 2º da Lei nº 10.312, de 2001); III – produtos químicos classificados no Capítulo 29 da Tipi, relacionados no Anexo I do Decreto nº 6.426, de 7 de abril de 2008, entre outros.

Para o aproveitamento dos créditos decorrentes de pagamentos indevidos ou a maior, em função da empresa ter considerado como tributável as “receitas sujeitas à alíquota zero”, há a necessidade de retificar declarações.  Para recuperar tais declarações cabe ao revisor realizar uma apuração embasando-se na legislação fiscal vigente à época. Após, é preciso verificar se se os valores foram excluídos da base de cálculo de PIS e COFINS e em caso negativo deve-se realizar o creditamento. Calculado esse valor é necessário que seja feita a retificação da DACON, com o fim de solicitar os créditos de tributos pagos a maior.

É possível identificar os créditos através do cruzamento do Sintegra com Livro Razão e DACON ou a partir do cruzamento entre Livro de Entradas, Livro Razão e a DACON. Após a apuração dos valores, verifica-se a possibilidade de compensá-los ou restitui-los, seguindo procedimentos instituídos pela Lei n° 9.430/1996 nos seus artigos 73 e 74, e a Instrução Normativa da Receita Federal n° 1.300/2012. Deve-se salientar que a restituição do crédito tende a ser mais burocrática e demorada do que a compensação que é automática, assim que informado ao Fisco.

 
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Publicado por em setembro 24, 2015 em Noticias

 

Receita detalha ICMS do comércio eletrônico

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) detalhou como as empresas de comércio eletrônico deverão recolher o ICMS nas operações interestaduais a partir do próximo ano. A Emenda Constitucional (EC) nº 87 estabeleceu a repartição do tributo entre os Estados. Os procedimentos a serem adotados constam do Convênio ICMS nº 93, publicado na edição de ontem do Diário Oficial da União.

De acordo com a emenda, o ICMS hoje devido para o Estado de origem será gradualmente partilhado para, em 2019, ser recolhido integralmente para o Estado de destino. Em 2016, por exemplo, irá 40% para o destino e 60% para a origem. Em 2019, caberá ao Estado de origem apenas a parcela do ICMS calculada com base na alíquota interestadual.

O convênio determina que o recolhimento do ICMS do e-commerce no país será realizado via Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE). “Antes da operação acontecer, a empresa terá que recolher o imposto. O problema é que, para cada nota fiscal, deverá também ser emitida uma guia para o Estado de destino da mercadoria”, diz Douglas Campanini, da Athros Auditoria e Consultoria.

Para evitar burocracia, as empresas com um volume alto de operações interestaduais poderão inscrever-se também no Estado de destino para recolher o ICMS devido nessas operações até o 15º dia do mês subsequente. “Esperamos que os Estados flexibilizem suas regras para isso”, afirma Campanini.

Por outro lado, o convênio só autoriza o uso do crédito de ICMS para abater o imposto devido ao Estado de origem. “Como essa deverá ser a menor parcela do ICMS pago, gerará acúmulo de créditos. As empresas poderão alegar na Justiça violação ao princípio da não cumulatividade”, afirma o advogado Thiago de Mattos Marques, do Bichara Advogados.

Além disso, a norma deixa claro que, no cálculo do ICMS, deverá ser incluído o adicional para o Fundo de Combate à Pobreza, se cobrado pelo Estado de destino.

Para verificar se o ICMS foi corretamente apurado e recolhido, o convênio autoriza o Estado de destino das mercadorias a fiscalizar o estabelecimento remetente localizado em outro Estado. “Com isso, grandes varejistas on-line podem entrar no radar de fiscalizações de mais Estados”, diz Marques.

São Paulo já havia regulamentado o ICMS do comércio eletrônico por meio da Lei nº 15.856, de julho deste ano. Especialistas afirmam que, com o convênio do Confaz, as dúvidas decorrentes da lei foram esclarecidas.

Fonte: Valor Econômico

 
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Publicado por em setembro 24, 2015 em Noticias

 
 
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