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Museu do Granito resgata e mantém viva a cultura do trabalho com a pedra

02 nov

 


Ferramentas utilizadas e as formas de corte podem ser vistas no museu, que atende com agendamento Foto: Divulgação

De forma artesanal, uma das profissões mais antigas executadas pelo homem continua até hoje

A história do Distrito de Borda do Campo, em Quatro Barras, está atrelada ao corte artesanal da pedra. Desde a origem e instalação das primeiras famílias, a extração do granito foi uma das atividades predominantes, e que não só embasaram a cultura de toda uma região, como se tornaram um legado para as gerações que vieram depois. O conhecimento de antigos canteiros, como se chamam os habilidosos cortadores de pedra, foi sendo passado de pai para filho, e ainda hoje é visto nas pedreiras que funcionam na região.

Foi justamente no intuito de preservar a cultura ainda viva do trabalho com a pedra, que o artista local Ângelo Barros fundou em setembro o “Pequeno Museu do Granito”, que traz utensílios e ferramentas usadas no corte da pedra – como o ponteiro, a maceta, a cunha, o escarcilhador e a alavanca – e pedras com diferentes formas de corte – como as lousas, os paralelepípedos, a pedra bruta, os cascalhos e as chapas. No museu estão não apenas utensílios e materiais utilizados, como também histórias de quem viveu grande parte da vida neste meio.

O museu leva o nome de “Job de Barros”, pai de Ângelo e seus dois irmãos – Orlando e Paulo. Todos tiveram grande contato com a profissão e os últimos dois exercem-na até hoje. “Nosso pai veio de São Paulo para trabalhar na pedreira, e foi esta a profissão que ele exerceu durante toda a vida. Ele nos criou com a extração da pedra”, contam. Segundo o artista, a proposta de criação do museu é preservar a história e a memória dos antigos trabalhadores da Borda do Campo, que produziram materiais hoje vistos em ruas e monumentos de cidades como Curitiba, Morretes e Paranaguá.

“Os canteiros experientes já estão com idade cada vez mais avançada, e à medida do tempo acabam levando essa história com eles. Nossa proposta é que esta cultura não se perca no tempo”, disse.

Estima-se que cerca de 150 a 200 profissionais ainda trabalhem manualmente com a pedra, utilizando as mesmas técnicas de antigamente, mas com alguns avanços principalmente nas etapas de mina e limpeza dos terrenos, em função dos novos maquinários projetados para a atividade.

 

Espaço de cultura
O Museu do Granito também comporta outros espaços voltados à arte. Ângelo montou uma galeria de arte ambiental, onde quer produzir imagens da fauna e flora local, e um espaço para exposição de maquetes – todas ligadas à história da cidade – como a Ponte de Arco, a Casa de Pedra e a Casa do Ipiranga.

Segundo ele, a proposta é aumentar gradativamente o acervo e o espaço do museu. As visitas vão ocorrer com agendamentos, atendendo escolas, empresas e pessoas interessadas na história da cidade. Mais informações:  (41) 3554-1304 ou  (41) 9173-8287.

 
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Publicado por em novembro 2, 2012 em Noticias

 

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