RSS

Marmorista, Veja como renegociar dívidas em atraso

15 jul

Uma dívida de R$ 13.500 no cartão de crédito e no cheque especial fez o advogado carioca Luís Eduardo Candeas buscar a ajuda de uma ONG de defesa do consumidor para renegociar o débito.

O banco oferecia um parcelamento com taxa de juros de 8% ao mês. “O pagamento era inviável”, diz Candeas.

Ele procurou a Apacid, de defesa do consumidor, no Rio. “Lá, descobri que os juros praticados no mercado para o meu caso eram de, no máximo, 6% ao mês.” O advogado procurou novamente o banco e negociou parcelamento da dívida em 48 vezes, com juros de 5% ao mês.

Casos de descontrole como o de Candeas são comuns. A taxa de inadimplência das famílias para dívidas de consumo com atraso superior a 90 dias está em 7,5%, segundo dado mais recente do Banco Central, de maio. O número é inferior ao recorde do ano passado, de 8,2% em maio, agosto e setembro de 2012, mas ainda superior ao menor dos últimos cinco anos, de 5,7% em dezembro de 2010.

Os valores descontam os “recursos direcionados”, como os do financiamento imobiliário, que tem inadimplência baixa, de cerca de 2%.
“Em caso de dívida em atraso, o melhor é procurar o credor e renegociar. Com a inadimplência alta, as instituições financeiras estão mais disponíveis para negociar, mesmo que não recebam o valor integral da dívida”, diz Fernando Cosenza, diretor de marketing da Boa Vista Serviços, empresa de informações financeiras.

O primeiro passo para o devedor é descobrir qual o valor de cada dívida e as taxas de juros, diz Cosenza. É possível fazer os cálculos sozinho e apresentar uma proposta de pagamento aos credores.

Quem está com dificuldade em calcular ou em ser recebido pela instituição financeira pode procurar ajuda especializada. Há serviços gratuitos, como o da ONG Apacid, que orienta o endividado e elabora uma proposta de quitação do débito.

A Defensoria Pública do Rio e o Procon de São Paulo também atendem gratuitamente. Além de orientar o devedor, essas instituições entram em contato com o credor e marcam uma audiência de conciliação (veja quadro).

O endividado pode ainda buscar escritórios particulares que cobram pelo serviço. O custo médio, segundo o Grupo Cercred, empresa de cobrança, é de cerca de 10% do valor dívida.

A vantagem, afirmam os escritórios, é o tempo para a conclusão do caso, mais curto –de cerca de dez dias– do que em instituições públicas. O Procon-SP informou não possuir uma média do tempo para solução dos casos.

Cautela

O presidente da comissão de defesa do consumidor da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), Marco Antonio Araújo Júnior, recomenda cautela.

“Alguns escritórios entram com uma ação contestando a dívida. Durante o processo, o nome do consumidor tem de ser retirado dos serviços de proteção ao crédito, mas isso não quer dizer que a dívida foi cancelada.”

Fonte: Folha de São Paulo

 
Deixe um comentário

Publicado por em julho 15, 2013 em Noticias

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: