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A empresa e seu equilíbrio

16 set

O empresário, assim como o consumidor, age racionalmente. Todos seus atos deverão estar de acordo com o “racionalismo econômico”, que já definimos anteriormente para o caso do simples consumidor, e que vale da mesma maneira para o caso da empresa. Só que o racionalismo do empresário não será dirigido (pelo menos diretamente), para a maximização de satisfação, mas sem para a maximização de lucros.

É preciso que tomemos um cuidado muito especial nesta nossa aproximação ao assunto: embora seja verdade que cada empresa tenha no lucro seu objetivo fundamental, isto não encerra a historia. Na verdade forma útil de se olhar para as coisas, mas não esgota o assunto de forma alguma. Porque mesmo que uma empresa queira (e normalmente elas não querem, por incrível que pareça), não seria possível viver extorquindo o dinheiro do povo consumidor. Assim, quando quisermos estudar o “Equilíbrio da Empresa”, deveremos fazer uma serie de suposições a fim de que a teoria não fique muito afastada da realidade.

Vamos enumerar cinco hipóteses, as quais consideramos mais importantes para compreensão dos fatos:

Primeira Hipótese: os economistas, ao analisarem a empresa, precisam indicar uma posição que corresponda ao equilíbrio, sob pena de não ter sentido algum á analise. Por isso é tão importante a proposição da maximização de lucros para a empresa: sem ela, não existiria esta situação de equilíbrio, necessária para nossos propósitos. Portanto a essa hipótese é fundamental sobre as empresas é que elas buscam maximizar seus lucros.

Segunda Hipótese: precisamos alertar que existe uma diferença muito importante, entre o racionalismo do consumidor e o racionalismo da empresa enquanto era impossível medir a satisfação do consumidor (porque não existia uma unidade de medida), os lucros dos empresários podem ser perfeitamente medidos. Portanto a essa hipótese pode-se concluir que: as empresas procurarão sempre reduzir seus custos, o equilíbrio da empresa situar-se no ponto onde os custos estão reduzidos ao mínimo possível.

Terceira Hipótese: em nosso modelo, cada empresa produzira apenas e tão somente um artigo. Não precisamos procurar distorções, porque no final das contas dara na mesma, os resultados serão os mesmos, se estivéssemos supondo a fabricação de diversos artigos por cada firma.

Quarta Hipótese: o preço de cada fator de produção nos será dado, e será fixo. Em termos técnicos, estaríamos supondo que todos os fatores da produção têm oferta infinitamente elástica, dentro dos preços correntes.

Quinta Hipótese: fatores de exceção não serão levados em conta. Por exemplo, o desconto que uma empresa poderia obter comprando uma grande partida de um certo produto ao invés de comprar “picado”.

Bem, formuladas as cinco hipóteses fundamentais, precisamos dividir nosso pensamento em dois blocos, para deles deduzirmos o equilíbrio da empresa. O primeiro bloco refere-se a Receita que a empresa obtém vendendo seus produtos. Trata-se da Receita Total, á qual passa representar por (RT) simplesmente. O segundo bloco refere-se as Despesas que a empresa tem com a fabricação e comercialização de seus produtos, representado por (CT): custos totais. A diferença existente entre (RT) e (CT) é que se chama de (L) –Lucro.

ANTONIO LUIZ SIMÔES FLORIO Economista-Corecom n.º10.839 Contador- CRC-1SP073137/0-9

 
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Publicado por em setembro 16, 2015 em Noticias

 

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